Cresce 9,7% número de microempreendedores individuais no semestre

Em contrapartida ao número de Microempreendedores, as Microempresas (Mês) e demais formas jurídicas tiveram respectivamente queda de 9% e 12,7%.

Cresce 9,7% número de microempreendedores Individuais no semestre

De acordo com dados da Boa Vista SCPC, divulgados nesta quarta-feira, 27, o número de pessoas cadastradas como Microempreendedores Individuais (MEI) cresceu 9,7% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. Em contrapartida, as Microempresas (Mês) e demais formas jurídicas tiveram respectivamente queda de 9% e 12,7%.

O crescimento das MEIs impulsionou a alta de 3,8% no número de novas empresas nos primeiros seis meses de 2016, na comparação com o mesmo período de 2015. Do total de empresas inauguradas no período, 75% foram MEIs.

O que é MEI?
Segundo informações do site G1, para se tornar um Microempreendedor Individual (MEI), a pessoa que trabalha por conta própria se legaliza como pequeno empresário. É necessário faturar no máximo até R$ 60 mil por ano e não ter participação em outra empresa como sócio ou titular.

O Sudeste foi a região que teve o maior crescimento da abertura de novas empresas com aumento de 6% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano anterior. Em seguida, aparece a região Sul com 4,5%.

Já as regiões Nordeste e Norte tiveram crescimento menor, de 1,19% e 0,2%, respectivamente. E o Centro-Oeste obteve queda de 3,4% na abertura de novas empresas.

“O levantamento pode ocultar um dado não tão positivo, principalmente quando analisado em conjunto com o mercado de trabalho”, diz Bruna de Abreu Martins, economista da Boa Vista SCPC.

“Com o forte aumento das demissões e a redução das vagas com carteira assinada, muitas pessoas parecem estar tentando a sorte como autônomos. E as MEIs podem auxiliar nesse processo de formalização do trabalho”, aponta a especialista.

“Como o faturamento permitido para o enquadramento desta natureza jurídica é baixo, R$ 60 mil bruto por ano – com tolerância de 20% – e o recolhimento de impostos é simplificado, parte dos desempregados podem efetivamente estar migrando para um negócio próprio ou mesmo atuando como terceiros, como sugerem os números.”

Via opovo.com.br

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